As estatísticas são assustadoras: duas
crianças morrem a cada minuto que passa vitimadas por uma doença evitável.
Agora, um novo plano de acção financiado com fundos públicos e privados aponta
para a quase completa erradicação da malária (ou paludismo) até ao ano de 2015.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que anuncioua comparticipação do seu país neste programa
com 74 milhões de dólares, salientou que o plano de acção responderá aquela
doença em várias frentes.
ˇ¨ Trata-se de um amplo plano. Nós não
financiaremos apenas redes mosquiteiras. Vamos financiar a pesquisa científica,
vamos apoiar a redução dos preços dos medicamentos e vamos ajudar a melhorar as
infra-estruturas sanitáriasˇ¨ - disse o primeiro-ministro Brown.
O paludismo existe em muitas regiões, mas,
cerca de 90% da mortalidade daquela doença verifica-se na África ao sul do Saara.
A malária, que é transmitida pela picada de um mosquito, tem igualmente um
efeito devastador na economia africana, com custos que se elevam a12 mil milhões de dólares por ano.
O Banco Mundial anunciou entretanto quevai contribuir commais de mil milhões de dólares para lutar contra a malária
(paludismo) em África. Essa ajuda servirá para os governos alargarem os planos
de prevenção e tratamento da doença nos próximos 3 anos.
Por seu turno o fundador da empresa Microsoft,
o americano Bill Gates anunciou que a sua fundação vai providenciar milhões de
dólares para a criação de uma nova geração de vacinas anti-palúdicas.
ˇ¨Nós pretendemos produzir uma vacina com um
efeito ainda mais alargado, com uma cobertura de 100%, e aproveitamos para
anunciar que a Fundação Gates vai contribuir com mais 168 milhões de dólares
para essa iniciativa.ˇ¨
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban
Ki-Moon, acolheu com agrado estas promessas totalizando 3 mil milhões de
dólares afirmando que a perspectiva usada na luta contra a malária poderá
servir de modelo na luta contra outros problemas tais comoa fome, a pobreza, o analfabetismo e as
desigualdades entre os géneros.