A conferência anual da Agência Nuclear das
Nações Unidas abre hoje, segunda-feira, em Viena, enquanto a Síria e o Irão
intensificam os seus esforços no sentido de alcançarem maior influencia no seio
da organização, e ainda, a indignação islâmica contra o programa nuclear de
Israel.
Participam na conferência de uma semana da
Agência Atómica Internacional 145 países membros que têm na agenda a elaboração
de um plano alargado sobre uma serie de questões políticas, desde a
proliferação nuclear à utilização da tecnologia nuclear no campo da medicina
aplicada.
Este ano espera-se que as nações islâmicas
pressionem por medidas concretas no sentido de colocar o programa nuclear
israelita sob controlo internacional. Acredita-se largamente que Israel seja o
único país no Médio Oriente que possua armas nucleares, rejeitando, todavia,
abertamente, inspecções internacionais.
Outro assunto na agenda da conferência, muito
provavelmente, será a candidatura da Síria e do Irão para membros da Agencia
Atómica Internacional.
Entretanto, o enviado americano às
conversações nucleares, Christopher Hill, desloca-se à Coreia do Norte ainda
esta semana num esforço tendente a reavivar os periclitantes esforços
internacionais tendentes a convencer Pyongyang a abandonar o seu programa nuclear.
O adjunto do porta voz da Casa Branca, Robert
Wood, disse que Hill parte ainda hoje, segunda-feira, numa digressão fazendo
escalas em Seul, Pequim e Tóquio, como parte do esforço tendente a reavivar o
processo negocial sobre as armas nucleares.
Espera-se que o enviado americano se encontre
amanhã, terça-feira, com o seu homólogo sul-coreano, Kim Soon, não sendo,
todavia, imediatamente claro quando o diplomata americano se descola a Coreia
do Norte.