Cruz Vermelha: Dificuldades na Ajuda a Refugiados do Congo
Por TomÌe Mbuia-Jo o 30/09/2008
Pessoas transportando os seus haveres numa estrada de Mugunga, RDC
O Comité
Internacional da Cruz Vermelha calcula que mais de cem mil pessoas abandonaram
as suas casas desde o reinício da luta no mês passado. A porta-voz da Cruz
Vermelha, Anna Schaaf, disse à Voz da América que, no passado, osresidentes abandonaram as suas zonas, várias
vezes, tendo muitos deles fugido apenas com a roupa que traziam no corpo.
Segundo Anna
Schaaf é difícil localizar os desalojados por aqueles estarem constantemente a
mudar de lugar e que ao contrário doutras situações de guerra, não há nas
Províncias do Kivu do Norte e do Sul acampamentos para os desalojados. Os
refugiados, disse ainda a responsável da Cruz Vermelha, vivem com os seus
familiares ou amigos, ou ainda em abrigos provisórios.
É impossível
localizá-los em sítios de difícil acesso devido em grande parte às condições de
segurança. No entanto, a Cruz Vermelha tem sido capaz de ajudar alguns
desalojados nas últimas semanas, mas que não foi possível ter acesso às zonas
onde se encontra a maior parte dos mais afectados pelas
hostilidades...desejaríamos trazer-lhes ajudas de emergência...mas infelizmente
tivemos acesso apenas a alguns deles...não a todos...
O Comité da Cruz
Vermelha afirma que a eclosão da violência entre as tropas congolesas e as
facções rebeldes resultou na violação dos direitos humanos, tais como pilhagens
e raptos.
Anna Schaaf disse
que a Cruz Vermelha forneceu até aqui medicamentos e outros abastecimentos de
tratamentos para os feridos em 17 centros de cuidados médicos na Província do
Kivu do Norte. Acrescentou que a organização conseguiuigualmente capaz fornecer água potável a dez
mil pessoas na província.
¡§Além disso, o
Comité da Cruz Vermelha Internacional está a tentar manter o mesmo nível de
actividades de ajuda que tinha antes da eclosão da luta, como a distribuição de
alimentos a mais de 40 mil pessoas, a distribuição de sementes e alfaias
agrícolas aos que tenham a possibilidade de as utilizar ¡V nota Schaaf
acrescentando¡§presentemente estamos a
avaliar a situação anterior à guerra para sabermos o que temos de fazer .¡¨
No âmbito da lei
internacional humanitária, a responsável da Cruz Vermelha disse que as partes
em conflito devem proteger as vidas e a saúde da população civil, assim como os
feridos e prisioneiros da guerra.
A Cruz Vermelha,
segundo ela, está em contacto com todas as partes envolvidas na luta por forma
a recordar-lhes as suas obrigações, exortando-as ao mesmo tempo no sentido de
permitirem que os voluntários da Cruz Vermelha possam realizar as suas tarefas
de ajudar os necessitados.